Publicado em 14/06/2012
Teste Custom
Agradável de pilotar, Kawasaki Vulcan 900 Classic 2012 ainda tem um visual clássico e imponente
Texto e avaliação técnica: Nenad Djordjevic Fotos: Maurício Maranhão
Esta é a Kawasaki Vulcan 900 Classic, um modelo que se destaca pela harmonia de suas linhas combinada à ótima funcionalidade. Ela é parte da família de motos do estilo “Cruiser” da fabricante japonesa, que também tem, em sua grade, os modelos Custom e Classic LT – versões ligeiramente diferentes da Vulcan 900. Idealizada para pequenas viagens e, principalmente, lazer sobre rodas, reúne beleza e um bom conjunto operacional em um pacote acessível.
DESIGN
A estética da Vulcan Classic é muito agradável – as linhas alongadas e os detalhes arredondados remetem ao passado motociclístico das poderosas estradeiras que dominaram o cenário dos anos 1950 e 1960. Os detalhes de acabamento mostram que o projeto recebeu cuidados especiais na elaboração, buscando um “quê” de nostalgia, mas sem esquecer a época à qual pertence.
PROPULSOR
O motor é um bicilindrico em "V" de 903cc e refrigeração líquida, montado sobre coxins de borracha para suavizar a transmissão de vibração para o resto do conjunto. Ainda é dotado de um sistema balanceador no eixo virabrequim com o mesmo propósito. O resultado é um excelente conjunto, que proporciona conforto à pilotagem – especialmente quando as distâncias são significativas, no tocante à vibração. O motor não tem a potência ideal – são apenas 50cv – mas oferece respostas lineares em todas as faixas de rotação.
Alimentado por injeção eletrônica, é muito uniforme e preciso, tornando-o totalmente previsível e controlável. Esta característica, aliada à potência reduzida, faz com que seja um excelente conjunto para motociclistas que querem ingressar no universo das Cruiser sem abrir mão do estilo. A pouca potência incomoda quando a moto está carregada com piloto, garupa e bagagem, mas, ao mesmo tempo, é interessante para motociclistas novatos, por facilitar a operação. O câmbio de cinco marchas é leve e preciso e a transmissão da energia fabricada pelo motor para a roda é feita por correia dentada de fibra – um sistema que implica em menor manutenção e ruídos que o tradicional sistema de corrente.
SUSPENSÃO
O conjunto de amortecimento é muito bem dimensionado para o modelo – é uma moto firme, sem passar características de rigidez. A suspensão traseira é escondida visualmente, levando os menos atentos a pensarem que se trata de uma moto de "rabo duro". O monoamortecedor traseiro possui, ainda, regulagens de pré-carga da mola para ajustar o peso que a moto irá carregar.
O bom acerto do conjunto permite que a Vulcan Classic seja levada ao limite em curvas sem qualquer sensação de perda de controle. Em pavimentos disformes, absorve bem as irregularidades, mas a estabilidade é limitada pelo pouco curso proporcionado pelas suspensões.
Confira o restante da matéria na edição 139 da revista Moto Adventure
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