Publicado em 02/08/2012
Teste Suzuki Bandit 1250-2012
Muito bem projetada, nova Bandit 2012 mostra suas armas
Texto e avaliação técnica: Nenad Djordjevic /Fotos: Donizetti Castilho
Desde seu lançamento, a Suzuki Bandit tem sido referência para o segmento. Não é à toa – trata-se de um projeto sólido e integro que produziu uma das motos mais equilibradas da categoria. Em 2012, traz algumas modificações, atualizando discretamente seu visual e mecânica de ponta.
Apesar de seu design já tender para o ultrapassado (em face dos novos modelos da concorrência), as linhas sóbrias e conservadoras da Bandit 1250 ainda estimulam olhares de desejo. E bastam alguns minutos sobre ela para que nossa admiração se transforme em paixão.
CORAÇÃO DE PURO SANGUE
O coração motriz da Bandit também tem um papel secundário, que é contribuir com a estética agressiva do modelo (visto como é exposto). Mas é em seu interior que se encontra o conjunto de peças que fazem toda essa beleza fluir. A configuração tetracilindrica em linha é uma fórmula praticamente imbatível no Motociclismo, sendo venerada por motociclistas e fãs das duas rodas por mais de quatro décadas. A nova Bandit 1250 conta com duplo comando no cabeçote e 16 válvulas de acionamento direto, além de refrigeração à água e alimentação por injeção eletrônica de 32 bits.
Como novidade, a Suzuki traz o sistema SCEM (Suzuki Composite Electrochemical Material), de tratamento superficial da camisa e pistões de alumínio forjado, promovendo maior durabilidade para os componentes, além de diminuir o atrito e conservar a caloria. Na prática, um motor mais resistente, com menor vibração e maior desenvoltura.
Já no sistema de admissão, o consagrado SDTV (Suzuki Dual Throttle Valve), que oferece duas borboletas para cada corpo de injeção, garante respostas imediatas ao acelerador, entrega linear de potência e maior economia de combustível. O resultado é um conjunto capaz de proporcionar 100,5 cv e torque de 11 kgf.m. E não acaba aí – de olho na responsabilidade ambiental, a Suzuki ainda confere ao modelo o sistema de exaustão PAIR, que injeta ar fresco da caixa de filtro de ar diretamente na saída dos gases, ajudando a queimar os hidrocarbonetos em excesso e diminuindo a emissão de monóxido de carbono.
Controlando todo o conjunto, temos uma central computadorizada que mede, através de sensores, parâmetros como: abertura do acelerador, rotações do motor, marcha engatada, pressão atmosférica etc. Dessa forma, calcula a necessidade de aumento ou diminuição na quantidade de mistura a ser queimada, otimizando o processo e fazendo sua parte para a manutenção do equilíbrio ambiental.
LEVEZA OPERACIONAL
A estrutura da Bandit 1250 é concentrada em seu tradicional quadro tubular, que garante rigidez e maneabilidade suficientes para estabilizar o conjunto em alta velocidade, bem como proporcionar agilidade e leveza nas manobras em baixa.
As convencionais suspensões – garfo telescópico na frente e monoamortecedor traseiro – não contam com regulagens completas para a dianteira, mas a falta de recursos quase não é percebida, devido à excelente calibragem que recebeu por parte dos engenheiros. O amortecimento é sempre suave, mas firme, permitindo ótimo equilíbrio tanto em pavimentos irregulares quanto em alta velocidade e pavimento regular. Para maior refinamento, o usuário conta com regulagens completas para o monoamortecedor traseiro – pressão de mola, amortecimento e retorno hidráulicos. O resultado é passado ao piloto como confiança no conjunto, facilitando imensamente a operação em qualquer contexto. Essa facilidade acaba por interpretar a Bandit como sendo uma moto fácil e dócil de pilotar, perfeita para quem deseja ascender para categorias acima dos 1000cc, com versatilidade para interagir em diferentes meios.
FRENAGEM EQUILIBRADA
Os freios da Suzuki Bandit 1250 são equilibrados, como todo o conjunto. A roda dianteira conta com discos duplos flutuantes de 310 mm e pinças de quatro pistões, enquanto a traseira recebe disco simples de 240 mm e pinça com dois pistões. Mesmo sem ABS, as frenagens permitem controle total sobre ambos os freios, com fácil adaptação para a quantidade de energia necessária à operação. Para uma melhor sintonia, os manetes – tanto do freio dianteiro quanto da embreagem – possuem regulagens de distância do respectivo comando, favorecendo a empenhadura e, com isso, o conforto e firmeza na operação. Mesmo quando levada a limites de atrito dos pneus, a Bandit 1250 se comporta de forma neutra, estável e alinhada, sem assustar em qualquer instância o piloto.
INSTRUMENTAÇÃO E ESTÉTICA
O projeto dessa moto é dotado de muito equilíbrio. Na atualização, o modelo recebeu novo farol multi-refletor, lanterna traseira redesenhada e espelhos retrovisores de formato mais arredondado. O painel conta com contagiros analógico em evidência, abrigando, também, as luzes-espia. Ao lado, painel digital com velocimetro, hodômetros, medidor de combustível e indicador digital de marcha engatada.
NO COMANDO (POR: NENAD DJORDJEVIC)
Pilotar a nova Bandit 1250 2012 foi uma das gratas felicidades que tive nesse início de ano. Dotada de excelente equilíbrio e dinâmica de movimento, é uma moto fácil de lidar. Esta característica torna-a ótima para diversas finalidades, podendo ser usada tanto como moto totalmente urbana quanto estradeira. Também é uma perfeita instrutora para quem ascende das motos de menor potência. É, literalmente, "pau para toda obra". Todos os aspectos operacionais são neutros, sem tendências. A ótima ciclística gera muita confiança no conjunto, fazendo com que uma breve convivência com a nova Bandit seja vista por outros como uma longa relação – tal a intimidade gerada em pouquíssimo tempo. A neutralidade de seu comportamento também garante conforto emocional, se alinhando ao conforto ergonômico, proporcionando uma pilotagem suave, precisa e até esportiva (se desejado). Difícil é não se encantar com seu jeito dócil e obediente.
Durante a avaliação, o consumo médio foi de 15,2 km/l, levando em consideração que a pilotagem foi extrema em diversos momentos (para provocar um reflexo mais condizente com a realidade de uso cotidiano). Uma pilotagem conservadora pode impulsionar essa média para cerca de 22 km/l em ambiente estradeiro, enquanto o outro lado da moeda pode fazer um rodamoinho no tanque próximo a 10 km/l.
Aspectos estéticos à parte, tratando-se de candidatas à compra na categoria, a nova Suzuki Bandit 1250 é obrigatória em qualquer lista de consideração.
FICHA TÉCNICA SUZUKI BANDIT 1250 2012
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Motor |
4 tempos, 4 cilindros em linha com 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida |
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Cilindrada |
1.255 cc |
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Alimentação |
Injeção eletrônica |
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Potência máxima |
100,5 cv a 7.500 rpm |
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Torque máximo |
11,01 Kgf.m a 3.700 rpm |
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Taxa de compressão |
10,5:1 |
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Sistema de partida |
Elétrica |
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Câmbio |
6 velocidades |
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Transmissão secundária |
Corrente |
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Chassi |
Tubular |
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Comp. x larg. x alt |
2.145 x 790 x 1.095 mm |
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Distância entre eixos |
1.485 mm |
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Distância do solo |
135 mm |
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Altura do assento |
810/830 mm (Baixo/Alto) |
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Peso |
247 Kg (em ordem de marcha) |
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Tanque de combustível |
19 lts. |
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Óleo do motor |
3,5 lts (Com troca de filtro) |
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Suspensão dianteira |
Telescópica de amortecimento hidráulico, mola helicoidal, com ajustes de pré-carga da mola |
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Suspensão traseira |
Balança tipo link de monoamortecimento hidráulico, mola helicoidal, com ajustes de pré-carga da mola, ajustes de força de retorno e compressão |
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Freio dianteiro |
Duplo disco de 310 mm e pinças de 4 pistões |
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Freio traseiro |
Disco simples de 240 mm e pinça de 2 pistões |
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Pneu dianteiro |
120/70ZR17M/C (58W), sem câmara |
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Pneu traseiro |
180/55ZR17M/C (73W), sem câmara |
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Cores |
Preta, Cinza e Prata |
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Preço |
R$ 35.900,00 (Sugerido) |
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